sábado, 7 de outubro de 2017

Coluna Kaze - Julho 2017

Coluna Kaze – julho de 2017

Hoje eu gostaria de falar a respeito da relação entre “pai e filho”, “marido e mulher” e “irmãos”.
O que irei falar, na realidade, é apenas uma de minhas conclusões a que cheguei através de várias reflexões. Contudo, considero este assunto muito importante, e espero que isso possa servir de ajuda para a reflexão dos senhores.
De acordo com o ensinamento da origem, conforme a conversa entre Tsuki-sama (Lua) e Hi-sama (Sol), foram chamados primeiramente um sirênio e uma cobra branca para fazer destes o modelo de casal. O espírito de Tsuki-sama e Hi-sama foram depositados neste modelo de casal (Izanagui-no-mikoto e Izanami-no-mikoto, respectivamente) e, ensinando-lhes a providência da criação dos seres humanos, fez conceber no ventre da Izanami-no-mikoto novecentos milhões, noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove filhos em três noites. Depois disso, ela permaneceu neste lugar por três anos e três meses e, finalmente, despendendo setenta e cinco dias, deu à luz tantos filhos quanto o número concebido. Até aqui, já há três tipos de relações entre os humanos.
Primeiro, é a relação entre “marido e mulher”. Na segunda seção dos hinos sagrados, temos: “modelando pela terra e céu do mundo, eu tenho criado marido e mulher. Isto é o princípio deste mundo.” Como podemos observar, para a criação dos seres humanos, primeiramente foi criado o casal, marido e mulher.
Em segundo, temos a relação de “pai e filho”, que surge entre o modelo de casal e os humanos que foram por eles concebidos. Se observarmos que Tsuki-sama e Hi-sama “entraram” nos corpos do primeiro modelo de casal, podemos dizer que a relação entre Tsukihi, Deus Parens, e os humanos é uma relação de “pai e filho”.
Em terceiro, temos a relação entre “irmãos”. Como os novecentos milhões, noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove filhos nasceram dos mesmos pais, todos são irmãos.
Essas relações, herdadas a nós até hoje, são as relações mais básicas entre os humanos, e difere de outros tipos, tais como a relação entre amigos, professor e aluno, patrão e empregado, etc. São relações criadas por Deus Parens a fim de nos fazer alcançar a vida plena de alegria e felicidade.
Isso é a razão do céu e, por isso, não podemos ignorá-la, pois há um significado extremamente importante a respeito dessas relações. No Ofudessaki, temos:

       Mesmo entre pais e filhos, marido e mulher ou entre irmãos,
       os espíritos são diferentes um do outro. Of. V-8

Mesmo no Ofudessaki, vemos uma referência a estas três relações, “pai e filho”, “marido e mulher” e “irmãos”.
Atualmente, a harmonia entre pais e filhos, casais e irmãos está se rompendo e, por isso, há inúmeras pessoas sofrendo neste mundo. Essa harmonia é tão importante que podemos dizer que ela é uma condição para atingir a vida plena de alegria e, se essas relações se tornarem ruins, isso pode acarretar em diversos tipos de doenças ou problemas circunstanciais.
Recentemente, a quantidade de pessoas sofrendo por questões matrimoniais, como o divórcio, vem aumentando, e uma das razões a que podemos atribuir a isto é a “diferença no modo de pensar”.
Como foi dito no verso do Ofudessaki anteriormente citado, mesmo que haja a ligação sanguínea entre pai e filho, ou que seja grande o amor entre o casal, ou que os irmãos compartilhem do mesmo sangue, todos têm um espírito diferente e, por isso, é natural que seus pensamentos também sejam diferentes. Assim, a partir do momento em que o indivíduo passa a achar que sua opinião é sempre certa, surge o “senso do certo e errado”. Frases como “isso que é o normal”, “é obvio que é assim” surgem disso. Se esse “senso de certo e errado” sair do controle, manifestam-se pensamentos como “isso é falta de educação”, “devemos puni-lo” e, no fim, isso se torna a semente do conflito.
Porém, o senso do que é certo ou errado, do que é normal ou não, varia de pessoa para pessoa e, portanto, não podemos dizer que é algo em que todos do mundo possam entrar em acordo. A única coisa absoluta é o amor parental de Deus Parens e Oyassama em desejar a felicidade de seus filhos. Assim sendo, é fundamental o nosso esforço em mudarmos nossa mente e espírito. Deve haver sempre o diálogo entre pai e filho, casal e irmãos visando o entendimento mútuo. A ausência desse esforço acarretará em conflitos de pensamentos e, de maneira alguma, conseguiremos ter harmonia.
Em minha opinião, para mantermos a harmonia entre “pais e filhos”, devemos ser cautelosos quanto à “razão da ordem”. Os pais vão à frente e os filhos seguem atrás. Se não seguirmos essa ordem, a harmonia deste mundo, determinada pela razão do céu, ficará desestruturada. Se tomarmos como exemplo a estrutura de uma árvore, os pais são as raízes. Por mais que cuidemos dos galhos e das folhagens, dando-lhes muita água e adubo, se não houver a raiz, não há como as mesmas florescerem, não é mesmo? Se desejarmos que a árvore floresça, devemos cuidar muito bem das raízes.
Acredito que, para mantermos a harmonia entre o casal, devemos cuidar e respeitar a “razão de dois em um”. Se pensarmos que a origem consiste no casal, que é a razão de dois em um entre o sol e a lua e entre o céu e a terra, podemos refletir que, para se manter a harmonia, nós, os casais, também precisamos ser dois em um. Ainda, acredito que um casal ser dois em um significa ambos terem o mesmo pensamento ou ambos estarem em sintonia, por mais distinto que seja o papel de cada um. Por exemplo, mesmo que a relação não seja tão boa entre dois comediantes que trabalham juntos, se os dois pelo menos compartilharem das mesmas ideias e objetivos, conseguirão executar uma excelente apresentação. Porém, se seus pensamentos e atitudes com relação à peça se divergirem, não haverá como dar continuidade às apresentações. Da mesma maneira, é muito importante o esforço do casal em conciliar seus pensamentos com as do parceiro através do diálogo e da troca de ideias. Se não fizerem isso e apenas entrarem em conflito no modo de pensar e no senso do que é correto ou não, de nenhum modo se conseguirá manter a harmonia.
Na relação entre “irmãos”, devemos ter cautela quanto ao “tratamento (desigual)”. O desejo de Deus Parens e Oyassama é que todas as pessoas do mundo abram os olhos para a verdade de que todos somos irmãos, e que todos convivamos harmoniosamente salvando-nos uns aos outros. Por esse motivo, se houver desigualdade quanto ao tratamento para com os irmãos consanguíneos ou aqueles ligados pela predestinação, nosso Pai se entristecerá. A harmonia é alcançada quando eliminarmos este preconceito de nossos corações e passarmos a viver salvando uns aos outros.
Acredito que, se pararmos para refletir desta maneira, conseguiremos notar que ainda há muita desarmonia. Se colocarmos no nosso íntimo o ensinamento de que a dedicação filial e a harmonia entre o casal estão em primeiro lugar, perceberemos também a existência de várias igrejas que recebem graças maravilhosas de Deus Parens. Portanto, devemos tomar muito cuidado quanto à harmonia entre “pai e filho”, “marido e mulher” e “irmãos”. Caso essa harmonia seja desfeita, devemos dar o nosso máximo para recuperá-la de volta.
Dessa maneira, as relações entre “pai e filho”, “marido e mulher” e “irmãos” são, em outras palavras, a “razão do céu”, e jamais podemos ignorar este fato. É um assunto bastante difícil, que não pode ser resolvido de uma vez, existindo muitas pessoas que dizem ser uma “tarefa para toda a vida”. Eu ainda sou uma pessoa com muito pouca experiência na vida e no caminho da salvação, portanto, não me encontro à altura de dar conselhos aos senhores. Porém, se houver alguém que já esteja enfrentando problemas devido à desarmonia ao seu redor, gostaria de sugerir que, primeiramente, tomassem o costume de dizer “graças a...”. Essas poucas palavras podem se transformar em uma expressão mágica. “Graças a Deus e aos meus pais que eu existo”. “Graças aos meus pais, tive uma boa criação e pude ir à escola”. “Graças aos meus pais e à minha esposa, que cuidam da igreja, posso sair para a divulgação”. “Graças ao suporte dos senhores, conseguimos realizar diversas coisas que o condutor da igreja não conseguiria sozinho”. Etc. Gostaria que os senhores pensassem naquilo que seja graças ao casal, aos pais e filhos e aos irmãos e passassem a utilizar em seu cotidiano essas simples palavras de retribuição.
Se o filho disser “graças aos meus pais”, os pais, os quais fazem de tudo pelo filho, irão certamente se sentir retribuídos. Se o marido disser “graças à minha esposa”, o espírito sincero de quem trabalha incansavelmente será recompensado. Se a esposa disser “graças ao meu marido”, o esforço dele, que trabalha duro pela família, será recompensado. Se ouvirmos “graças ao meu irmão”, com certeza nos sentiremos retribuídos por termos nos esforçado pelo nosso irmão. É importante devolvermos o favor às pessoas ao nosso redor. Através da gratidão, fortificamos o laço que nos une ao próximo. Na Escritura Divina, temos:

Tornar-se casal também é predestinação, tornar-se pais e filhos também é predestinação. Para toda e qualquer coisa, não é possível se não houver predestinação. Tornando-se casal, pais e filhos, compreendam bem esse meio.
 (26 de março de 1901, noite)

Vejam a predestinação do casal e passem os dias, a predestinação que deve ser vista e trilhada. Ouçam bem, ouçam bem.
 (22 de março de 1891)

Como descrito acima, o casal e os pais e filhos são formados através da predestinação. Ainda, é nos ensinado que a pessoa que nos foi trazida, através de nossa predestinação, é como o nosso reflexo no espelho. Por exemplo: se olharmos para o nosso reflexo no espelho e notarmos uma sujeira em nosso rosto, não limparemos o vidro, certo? É nosso próprio rosto que está sujo, logo, é necessário o próprio esforço para limpar o rosto. Da mesma maneira, se desejar que a pessoa à sua frente mude, o primeiro passo é se empenhar para mudar a si mesmo, e não a outra pessoa. Este é o caminho da salvação.
As relações entre “marido e mulher”, “pais e filhos” e “irmãos” são determinadas pela razão do céu e, portanto, não há como fugir disso. Se passarem a refletir tomando isso como base para vida plena de alegria e da salvação, pode ser que sejam contemplados com a graça de uma inesperada bênção.
Como já mencionei anteriormente, esta é apenas uma de minhas conclusões a que cheguei através de várias reflexões. Porém, espero que, daqui em diante, isso possa servir de ajuda para o maior número possível de pessoas.
Finalmente, para este ano, determinamos também o mês de julho como “o mês da dedicação máxima”. Assim, desejo que nos esforcemos tanto na “dedicação e condução” como na “divulgação e salvação”, e peço que todos os senhores deem o máximo de si com o espírito sincero.

Muito obrigado.

Rev. Yoshimassa Shimizu, Condutor da Igreja Mor Heishin

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Coluna Kaze - março 2017

Coluna Kaze – março de 2017

Senhoras e senhores, apesar do intenso frio, espero que todos estejam passando bem.
Outro dia, em uma discussão com os encarregados de um grupo da Associação Estudantil, falamos sobre o tema “como transmitir aos estudantes o ensinamento da vida plena de alegria e felicidade?”, que é o tema para este ano do Curso de Formação Espiritual voltado aos estudantes da faculdade.
Como haviam muitos encarregados que, em relação à vida plena de alegria e felicidade, tinham uma opinião muito abstrata ou apenas conhecimentos fragmentados do ensinamento, não conseguimos nos aprofundar muito na essência do assunto.
Então, abordamos a seguinte questão: à primeira vista, qual a impressão que os estudantes têm ao ouvirem a palavra alegria e felicidade? E então surgiram repostas como diversão, paz, paraíso, etc. Ainda, perguntado sobre qual imagem possuía em relação ao “paraíso”, um dos presentes respondeu: “pessoas dançando em uma linda praia onde o verão é eterno”. Perguntada novamente sobre quais roupas estas pessoas estariam usando, ela prontamente disse: “roupas de banho”. Todos os presentes riram.
Passado certo tempo, foi feita a mesma pergunta para uma encarregada que havia voltado de um breve intervalo e, como esperado, a resposta foi a mesma: “uma linda praia de verão eterno”. No caso dela, a mesma se imaginou descansando em uma cadeira de praia enquanto bebia um suco tropical e ela vestia, é claro, roupa de banho.
Depois de mais um tempo, foi feita a mesma pergunta a um jovem encarregado que acabara de chegar e, novamente, a resposta foi semelhante: “pessoas dançando alegremente ao som de uma animada música, em uma bela praia, no verão”. Obviamente, todos dançavam em trajes de banho. Confesso que fiquei um pouco surpreso com o resultado. Foi então que demos início a uma discussão mais aprofundada sobre o verdadeiro significado de vida plena de alegria e felicidade ensinado neste caminho, que difere um pouco da imagem dos exemplos anteriormente citados.
Dentro do nosso ensinamento, sempre que abordamos o tema “vida plena de alegria e felicidade” ou “mundo repleto de alegria”, frequentemente usamos a frase “harmonia entre Deus e os seres humanos”. Como originalmente “Deus Parens criou o mundo e os seres humanos por desejar compartilhar da alegria e felicidade”, se os seres humanos viverem alegre e harmoniosamente entre si, Deus também o estará”. Esta sim é a verdadeira essência da “vida plena de alegria e felicidade”.
Ainda, de acordo com as palavras do Shimbashira, na Grande cerimônia de primavera:

“A vida plena de alegria e felicidade que Deus Parens anseia é um mundo onde todos os seres humanos, filhos de Deus, vivem ajudando-se mútua e harmoniosamente como irmãos, como se fôssemos uma única família”.

Como vemos aqui, para a concretização da vida plena de alegria e felicidade precisamos colocar sempre Deus Parens e Oyassama ao centro. Não podemos chamar verdadeira vida plena de alegria e felicidade se não estivermos contentando Deus Parens e Oyassama.
Na Indicação Divina de 11 de setembro de 1897 temos:

“O caminho difícil de até então é o caminho do momento e é o nosso caminho. Há aqueles que sofrem e aqueles que são alegres e felizes. Também há a vida de alegria e felicidade conduzida por Deus-Parens, e a vida de alegria e felicidade conduzida por si ou pela própria conveniência. Com a própria conveniência, mesmo querendo alcançar a vida plena de alegria e felicidade, não será possível. A vida plena de alegria e felicidade só se pode dizer que é verdadeira quando animarem mutuamente a todos. Quando cada um se diverte de maneira que faça as pessoas sofrerem depois, não se pode dizer que é a verdadeira alegria e felicidade. É um erro pensar que dá para viver por toda a vida com a alegria e a felicidade sentida pela própria conveniência.

Ainda, na “Instrução 3”, em relação à vida plena de alegria e felicidade, o Shimbashira nos transmitiu o seguinte:

A vida plena de alegria e felicidade é a imagem de um mundo em que todos os seres humanos, que são filhos de Deus-Parens, vivem salvando uns aos outros.

A ambição é lamaçal sem fim.
Purifiquem o espírito inteiramente. É o paraíso! HS. X-4

Se ao menos o espírito for purificado completamente,
tudo será somente prazer. ED. XIV-50

Conforme esses versos, a vida plena de alegria e felicidade é também o modo de viver purificando o espírito.

O trecho que diz “um mundo em que todos os seres humanos, que são filhos de Deus-Parens, vivem salvando uns aos outros” significa conviver pensando no próximo, ajudando e amando-se mutuamente, em uma vida plena de alegria e felicidade onde o foco são as outras pessoas. Já na parte que diz “modo de viver purificando o espírito” significa uma vida plena de alegria e felicidade com o foco em seu próprio espírito, vivendo alegre e otimista, quaisquer sejam os obstáculos que possam surgir, amparando-se sempre na vida modelo de Oyassama.
A partir de agosto deste ano, finalmente começará o “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho”, tendo como tema a “prática diária da vida plena de alegria e felicidade”. Além do estudo dos ensinamentos básicos transmitidos por Oyassama, será abordado, também, o tópico “como colocar o ensinamento em prática no nosso cotidiano?”.
Daissuke Nakayama, sucessor do Shimbashira, faz todo o esforço para contentar seus pais e motivar as pessoas ao seu redor, nunca esquecendo do ensinamento, fazendo com que as pessoas que escutam suas experiências se motivem ainda mais à prática do da vida plena de alegria e felicidade.
O slogan do Curso de Formação para os Sucessores do Caminho deste ano é “quando mudamos o nosso espírito, a vida fica mais radiante”, cuja essência/ideia é a mesma adotada dentro da Associação dos Moços, que tem como presidente o Sr. Daissuke Nakayama. Através do incentivo do presidente, sinto que cada vez mais os jovens estão sendo influenciados e inspirados por suas ações.
Ainda, em novembro do ano passado, o Diretor Geral Administrativo, Zensuke Nakata, palestrou sobre o “Caminho do ensinamento” daqui para frente e seus objetivos.
Logo de início, reforçou o significado da “retribuição” e também nos instruiu a respeito de como praticá-la.
Por isso, disse o seguinte:

“Tendo como palavra chave a ‘retribuição’, devem verificar as coisas que não estão conseguindo realizar e agir depois de feita a reflexão, unindo o ensinamento com a prática. Através disso, tudo seguirá para o próximo passo”.

Ainda, reforçou pontos importantes da fé como “dedicação à igreja”, “razão do dia a dia” e “doação através de tempo ou dinheiro (tsukushi)”. E, por fim, falou da importância de empenharmos de corpo e alma e ainda nos encorajou à prática da “retribuição”.
Em relação ao nosso modo de agir como seguidores deste caminho que rumam à vida plena de alegria e felicidade, o Shimbashira nos transmitiu o seguinte durante a Grande cerimônia de outono do ano passado:

“Hoje, com o intuito de fazê-los repensarem sobre o modo de agir diariamente como seguidor deste caminho, gostaria de falar sobre a alegria de poder usufruir livremente do corpo emprestado por Deus Parens e o hinokishin, que expressa gratidão, focando no ensinamento do corpo emprestado e tomado emprestado e das Oito poeiras, ensinamentos básicos e já muito familiarizados por todos.
As palavras e ações diárias de um seguidor deste caminho não são apenas para fazer o seu dia a dia tornar-se mais alegre, é também para espargir a fragrância às pessoas ao seu redor.
Isso fará com que as pessoas se familiarizem e criem mais confiança para com a igreja, o modelo de vida plena de alegria e felicidade de cada localidade. Mais do que qualquer coisa, dentro deste ambiente religioso, sementes da fé brotarão e sua raiz se fixará no coração dos jovens da igreja e filhos dos fiéis”.

Vendo desta maneira, à primeira vista, muitos acharão que as palavras do Shimbashira, do Sr. Daissuke e do Diretor Geral Administrativo divergem em certo ponto. Na realidade, tudo tem ligação.
O que o Sr. Daissuke disse a respeito da “prática diária da vida plena de alegria e felicidade” e o Diretor Geral Administrativo, a respeito da “prática da retribuição”, nada mais é do que o encorajamento à “prática” do ensinamento. Essas duas coisas são como as rodas de um carro: imprescindíveis para nossa jornada rumo à vida plena de alegria e felicidade.
Assim, para darmos um passo à frente rumo à vida plena de alegria e felicidade, a prática do ensinamento é indispensável.
A nossa força e motivação para a realização da prática vem unicamente do nosso sentimento de querer retribuir pelas graças concebidas por Deus Parens e Oyassama, pelo seu amor parental e pela alegria de poder desfrutar da vida. Se não houver gratidão e alegria pelas providências concedidas por Deus Parens, não conseguiremos dar continuidade a longo prazo à prática do “vida plena de alegria e felicidade” e da “retribuição”. E mesmo que consigamos, sem o sentimento de gratidão, acaba se tornando apenas um ato formal.
Para as pessoas que alegremente estão pondo em prática o ensinamento não cometerem pequenos deslizes, o Shimbashira está nos transmitindo a importância de sentir de corpo e alma a gratidão pelas graças e amor parental de Deus Parens, que é a base/essência, quando nos referimos à prática.

Peço a todos os senhores que reflitam mais uma vez, através desta oportunidade, no que se refere à vida plena de alegria e felicidade. Unidos, vamos todos animadamente nos empenhar na “prática diária da vida plena de alegria e felicidade” e na “retribuição”, tendo como meta o ensinamento “acordar cedo, ser honesto e trabalhar”.

Rev. Yoshimassa Shimizu, Condutor da Igreja Mor Heishin

Coluna Kaze - junho de 2017

Coluna Kaze - junho de 2017

Chegamos à época em que o verde começa a dominar nossas paisagens e gostaria de expressar neste momento a minha alegria em vê-los bem e saudáveis.
Finalmente teremos o início do “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho” em agosto deste ano, o qual acontece apenas uma vez a cada dez anos. Em vista disso, abrimos as inscrições que, por fim, se encerraram no dia 3 de maio. Se por acaso houver alguém que tenha se esquecido da inscrição, peço que entrem rapidamente em contato com a igreja mor, pois ainda há tempo.
O diretor do comitê executivo desta vez será o Sr. Daissuke Nakayama, sucessor do Shimbashira.
Outro dia, quando participei de um workshop para professores palestrantes, havia uma pessoa que disse com muito entusiasmo que gostaria de realizar um curso em que pelo menos alguém pudesse sentir que “graças ao curso, sua vida mudou”. Ter líderes carregando consigo esse pensamento é muito gratificante, e sinto que consigo ficar ainda mais firme e animado.
Desde a muito tempo penso que convidar jovens para cursos como este é algo de grande importância e fundamental para a Igreja.
Na realidade, há muito tempo que carrego o pensamento de que os jovens criados dentro do ambiente da Tenrikyo sentem algo bloqueando seu peito. E por mais que haja crianças com excelentes pais, acredito que pode se dizer o mesmo.
Em outras palavras: minha casa é uma igreja e, durante a minha infância, frequentemente faziam piadas de mim. Ou ainda, passava vergonha em certos casos e nunca ganhava coisas que eu queria ou que meus amigos possuíam, por ser de uma família pobre. São apenas pequenas insatisfações que tive quando pequeno, porém, as crianças que estão passando por essa fase em que se preocupam com qualquer coisa vão acumulando aos pouquinhos pequenas feridas.
Dentro disso, a “insatisfação” que mais escuto é: “meu pai, que é condutor de igreja da Tenrikyo, vive me dizendo coisas sem ao menos escutar o que tenho a dizer”.
Mesmo eu, que tenho um pai que se dedicava fervorosamente, quando criança, carregava um sentimento de oposição por nunca ganhar nada do que eu pedia. Por isso, quando meu pai, que se chama Keichiro, não estava por perto, o chamava de Kechiro[1]. Hoje reconheço que realmente errei, mesmo sendo um fato de quando eu era ainda criança.
Apesar disso, possuir essa “insatisfação” quando se é criança é, por outro lado, algo inevitável e, conforme o crescimento, vai se aprendendo. Porém, com isso, existem pessoas que se afastam completamente do caminho, pois durante seu desenvolvimento, a insatisfação vai se acumulando e complicando-se cada vez mais. Isso não é triste?
Por mais que os pais pensem no futuro de seus filhos, não significa que suas crianças irão compreender o verdadeiro significado de seus esforços.
Por isso, no mínimo, vamos nos esforçar em transmitir o ensinamento para os jovens, os quais possuem um espírito ainda maleável, fazendo com que compreendam bem o significado e o valor deste caminho. É importante guiá-los para que possam lidar com a insatisfação em seu espírito.
Porém, na realidade, ter uma conversa séria de pai para filho sobre a religião não é algo tão simples assim.  Por isso, desejo que um grande número de jovens participe dos cursos da Sede, como o Curso de Formação para os Sucessores do Caminho e o Curso Estudantil, pois aí eles têm a oportunidade de se encontrar com semelhantes de sua mesma geração.
O Curso Estudantil e o Encontro para Formação Espiritual da Sede, entre outros, são cursos que se utilizam de diversos métodos de “workgroup” a fim de fazer os participantes compartilharem de suas ideias e pensamentos para então poder discutir e refletir a respeito do próprio passado e presente. É neste momento que escutamos diversas “insatisfações” que os participantes carregam. No caso dos jovens ligados à igreja, os problemas, em geral, estão relacionados aos pais ou à igreja. Porém, estando em um ambiente onde escutamos os problemas uns dos outros, ficamos mais tranquilos quando percebemos que há outras pessoas com as mesmas experiências. Chegamos até a mudar o nosso modo de pensar quando vemos outras pessoas vendo de forma positiva aquilo que tínhamos como insatisfação, como por exemplo, algo que foi dito por nossos pais. E é nesse momento que percebemos o real significado da intenção deles em nos instruir.
Acredito que as pessoas não se afastam do caminho por detestar o ensinamento. Elas simplesmente acumulam um pouco de insatisfação por não compreender a intenção dos pais e/ou o verdadeiro valor desta fé. Por isso, penso que transmitir o ensinamento e a intenção de Deus Parens é fundamental.
Primeiramente, devemos fazer conhecer o ensinamento. Após isso, o mais importante é guiar a pessoa para que ela passe a gostar do ensinamento.
Por ora, o que nós, adultos, podemos fazer é convidar os jovens a participarem de cursos como o “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho” e o “Curso Estudantil”, e dar-lhes a oportunidade de “mudar o espírito”.
Acredito que não haja muitos jovens que sejam indiferentes ao pedido insistente dos pais para participarem do Curso Estudantil ou irem escutar o Besseki.
É claro que, por diversas razões, há muitos casos em que elas não correspondem ao pedido dos pais. No entanto, tenho certeza de que o sentimento de que “em algum momento terei que ir” irá permanecer gravado em seu interior. O resto fica por conta do “tempo” e da “oportunidade”, ou seja, é uma questão de “momento”. Por ora, o importante é convidar insistentemente e fazê-los escutar a intenção dos pais e esperar, sem se irritar ou culpar alguém, até que o momento oportuno chegue.
Por fim, em cursos da Sede, como o “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho”, o que mais me surpreende e me deixa maravilhado é a sinceridade dos encarregados em cuidar dos participantes. Os selecionados para professores e encarregados são grandes fiéis de suas igrejas. Além disso, são pessoas extremamente esforçadas que anteriormente já participaram várias vezes de treinamentos preparatórios. Mesmo que pensemos em fazer a mesma coisa em nossa Igreja mor Heishin, seria algo impossível. Por isso, não há como deixar passar uma chance maravilhosa como essa. Certamente, o espírito sincero dos professores, encarregados e colegas tocará o coração dos jovens e fará com que mudem sua mente e espírito.
Espero que os senhores convidem várias e várias vezes, sem desistir, para que o maior número de pessoas possa participar do “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho”.
Está soprando o vento da formação e do desenvolvimento. Por isso, senhoras e senhores, conto com o esforço de todos vocês.




[1] Trocadilho do nome, que acaba por se tornar um xingamento, um apelido de mau gosto, pois “kechi” significa “mesquinho”.


Rev. Yoshimassa Shimizu, Condutor da Igreja Mor Heishin.

domingo, 6 de agosto de 2017

Coluna Kaze - Maio 2017

Coluna Kaze – maio de 2017


Senhoras e senhores, boa tarde. Já estamos nos aproximando no final da primavera e chegamos à época maravilhosa em que novas folhagens começam a brotar. E os senhores, como têm passado?
Bem, em um passado muito distante, este mundo era um lugar caótico onde não havia nada além de um mar de lama. Deus Parens, Tsukihi, observando este mar de lama julgou insípida esta condição e, então, teve a ideia de criar os seres humanos e compartilhar da sua alegria, e foi a partir deste ponto que surgiu este mundo e os seres humanos.
Pois bem, mas o que significa a palavra “insípido”? Ou, em outras palavras, “chato” ou “sem graça”. Por exemplo, ao chegarmos cansados em casa na hora da refeição, pensamos “ah, qual será a janta de hoje?”, mas se nos disserem: “hoje foi um dia muito corrido e por isso não tive tempo de preparar nada. Desculpe, mas poderia apenas comer arroz com furikake¹?” Tenho quase certeza que muitos iriam pensar “que chato”, ou algo do tipo. Da mesma maneira, quando ocorre algo maravilhoso e queremos transmitir para alguém, mas não há ninguém para nos ouvir, provavelmente sentirá que não “tem graça”.
Em minha opinião, acredito que “insípido” signifique algo como “sem sabor, monótono ou sem alegria”. Em relação ao “sabor”, do ponto de vista de Deus Parens e Oyassama, há o seguinte conto em “Episódios da Vida de Oyassama” que gostaria de transmitir aos senhores: Episódio 7 – Oferenda sincera.

Num certo final de ano, quando a família Nakayama vivia na profunda pobreza, um fiel trouxe belos bolinhos de arroz colocados numa luxuosa caixa, dizendo: “Por favor, ofereça isto a Oyassama.” Kokan levou-os imediatamente a ela, que disse apenas:
“Ah é.”
E não mostrou nenhum sinal de satisfação.
Dois ou três dias depois, veio um fiel que apresentou um embrulho simples, e entregou-o dizendo: “Gostaria de oferecer isto a Oyassama.” O conteúdo era apenas alguns bolinhos doces de arroz postos sobre uma casca do broto de bambu. Como sempre, Kokan levou-os para mostrar a Oyassama, que se manifestou muito satisfeita:
“Coloque-os em oferenda a Deus Parens, imediatamente.”
Mais tarde, soube-se que a primeira pessoa era de uma família rica, que havia feito muitos bolinhos para o ano novo e por ter sobrado trouxera para oferecer à Residência. A segunda era de família pobre, que conseguira fazer os bolinhos com muito custo, porém retirou os primeiros para oferecer à Residência, dizendo: “Isto também é graças a Deus Parens.”
Oyassama conhecia perfeitamente o espírito de cada pessoa.
São muitos os exemplos semelhantes a estes. Posteriormente, numerosos fiéis vieram a oferecer coisas raras de cada época, desejando que Oyassama se servisse delas. No entanto, contentava-se muito mais com o espírito sincero de quem oferecia do que com o que era oferecido.
Assim, se era um oferecimento feito com arrogância, embora comesse em virtude da insistência das pessoas, dizia:
“Não sinto nenhum gosto; é como se estivesse comendo forçada e sem vontade.”

No final, Oyassama menciona: “não sinto nenhum gosto”.
Em outras palavras, a oferenda feita do fundo do coração é alegremente recebida por Deus Parens. Por outro lado, a oferenda feita com pouco sentimento é algo “sem alegria” e “sem sabor”.
Se formos pensar, todos os dias nós fazemos a oferenda para Deus Parens no altar de nossas igrejas. E quando chega o dia da missa mensal, realizamos uma oferenda grandiosa. Mas Deus Parens e Oyassama em momento algum se “alimentam” sem antes “saboreá-los” devidamente. Pois bem, qual então o significado por trás desta oferenda? A resposta se encontra na sinceridade que ela carrega. Em outras palavras, a sinceridade no esforço em todo o processo de preparação da oferenda. Este é o ponto principal.
Pode ser que a oferenda seja trazida por alguém com o desejo de oferecer a Deus, ou que seja algo escolhido com muito cuidado por alguém da igreja justamente para servir como oferenda. Depois, o pessoal responsável lava, esfrega, limpa, enfim, faz com muito cuidado os “preparativos” para então finalmente colocá-las no prato. Durante este processo, esse pessoal se veste de branco, usa a máscara, lava as mãos, etc., e deposita seu sentimento enquanto realiza o trabalho. Então, os encarregados de colocar a oferenda, com todo o cuidado e formalidade passam-na de mão em mão até finalmente colocar no altar de Deus. Ou seja, durante todo este processo (até que a oferenda chegue ao altar) há muitas pessoas envolvidas se dedicando.
Não significa exatamente que Deus Parens e Oyassama irão “comer” os alimentos oferendados. Estes são, na realidade, graças concedidas por Deus Parens a nós, humanos. Por isso, o significado da oferenda não está nas coisas que estão sendo oferendadas, mas no sentimento sincero das pessoas ao prepará-las. Deus Parens aceita a sinceridade verdadeira, “saboreia” nosso sentimento. É nisso em que acredito.
Se realmente for desta maneira, para Deus, o “sabor” e a “alegria” vai depender do quão sincero e verdadeiro foi nosso sentimento ao preparar a oferenda.
É claro que, da mesma forma que o serviço, realizar a reverência impecavelmente, com todo o cuidado, no dia e no local determinado também é importante, porém, acredito que a ‘degustação’ de Deus Parens vai depender do sentimento, treino, preparo e esforço que foi dedicado visando realizar esta oração.
Oyassama contentava-se muito mais com o espírito sincero de quem oferecia do que com o que era oferecido.” Em outras palavras, o “sabor” para Deus Parens e Oyassama se encontra no nosso sentimento sincero e verdadeiro.
Sobre este ponto de vista, se observarmos o mundo atual ao nosso redor, será que veremos um mundo transbordante de “alegria” e “sabor” na visão de Deus Parens e Oyassama? Infelizmente, talvez este mundo esteja próximo a um estado “insípido e de desordem”.
Quanto mais o mundo se aproxima deste estado, o espírito sincero de nós, fiéis, aumentará seu brilho ainda mais. Então, acredito que a coisa mais importante é o quanto iremos nos esforçar com o espírito sincero a fim de contentar Deus Parens e Oyassama.
E então, cada vez mais precisaremos aumentar o número de pessoas que se dedicam com o espírito sincero. Com isso, fico na expectativa de quantos jovens que carregam o futuro deste caminho irão surgir.
Bem, por fim teremos o início do “Curso de Formação para os Sucessores do Caminho” neste ano.

Senhoras e senhores, imaginem o futuro daqui a dez, vinte anos. Visando a criação dos jovens, o futuro de nossas igrejas e deste caminho, esforcemo-nos ainda mais animadamente e com o espírito sincero na construção de um futuro promissor, para que Deus Parens e Oyassama sintam o “sabor” da alegria.

Rev. Yoshimassa Shimizu, Condutor da Igreja Mor Heishin.

¹ Furikake: condimento seco normalmente colocado em cima do arroz.

Coluna Kaze - Abril 2017

Coluna Kaze – Abril de 2017


Dentre os dias 3 e 9 de março pude participar pela primeira vez como encarregado da Associação Estudantil da Tenrikyo, no Curso de Formação Espiritual voltado aos estudantes da universidade. Realmente foi um período muito gratificante e de muito aprendizado.
Para esta vez, fui designado para cumprir a função de vice-diretor do “Curso Makoto”, voltado para participantes iniciantes (1ª vez participando). A propósito, o “Curso de Formação Espiritual voltado aos estudantes de faculdade” foi dividido em cinco classes, de acordo com o número de participantes e seu ano letivo.
O vice-diretor é aquela pessoa que trabalha como assistente do diretor, dando-lhe suporte. Porém, se não me falha a memória, desde a época em que participei do curso de estudantes em Tóquio, nunca mais cumpri função alguma como assistente.
O diretor atual é condutor de uma igreja filial à Igreja Sede e também foi meu veterano (três anos acima) na época em que me dediquei em Jiba.
Durante alguns meses antes do início do curso, através de várias reuniões com os encarregados mais importantes, fomos elaborando a programação e dando avanço aos preparativos. Nisso, o diretor foi nos transmitindo sua opinião e pudemos todos juntos elaborar o conteúdo das atividades. Porém, houve vezes em que a opinião do diretor divergia da dos demais e outras em que o pessoal não conseguia interpretar suas intenções. Isso ocorreu com frequência, e é nessas horas em que entra o assistente, para representar o diretor e transmitir suas ideias.
E então, com a liderança do diretor e seus assistentes, deu-se início ao curso. Neste meio, uma importante função do vice-diretor é supervisionar os “encarregados gerais”, aqueles que trabalham fora dos holofotes. Estes encarregados quase que não têm contato com os estudantes e, por isso, manter a motivação pode ser um tanto difícil, fazendo com que essa seja a função onde mais se acumula a insatisfação.
Entretanto, como o diretor já tinha dito anteriormente, ao invés de os estudantes apenas dizerem “ah, até que o curso foi divertido”, ele quer que, após o curso, todos voltem para seus respectivos lares e sintam que seu dia a dia tenha se tornado mais alegre e que, graças ao curso, possam mudar para melhor o seu comportamento ou a sua personalidade. Como eu também carregava este mesmo objetivo, nos intervalos do meu serviço, conversava a respeito da vida modelo de Oyassama, criava grupos de discussão sobre o ensinamento, entre outras atividades.
Com isso, foram muitas as vezes em que pude transmitir o pensamento do diretor, representando-o diversas vezes. Não sei se com isso houve algum efeito, mas acredito que todos puderam compreender com sinceridade o pensamento do diretor e, com muito ânimo, puderam cumprir as atividades.
Como resultado, tendo como líder o diretor, os orientadores, estudantes e os demais encarregados puderam construir um ambiente alegre e animado. E em minha opinião, concluímos um excelente curso.
Durante o curso, houve momentos em que nossas opiniões se divergiram com as do diretor, porém, como mencionado anteriormente, conseguimos conciliar os pontos mais importantes e, por isso, todos conseguiram animadamente, acompanhar o diretor. Nas Escrituras Divinas há o seguinte:

Mesmo entre pais e filhos, marido e mulher ou entre irmãos,
os espíritos são diferentes um do outro. ED. V-8

Como diz o ditado “cada um é cada um”, as pessoas têm seus próprios gostos e opiniões e, obviamente, mesmo entre o casal, se conseguirem compartilhar de seus objetivos e caminhos, certamente conseguirão dar avanço com o sentimento otimista, qualquer seja a atividade. Isto foi uma das coisas que aprendi no decorrer deste curso.
A origem deste mundo e dos seres humanos começa com Kunitokotachi no Mikoto consultando Omotari no Mikoto sobre a criação dos seres humanos e entrando em um acordo. Depois, foi chamado o sirênio e a cobra branca, consultaram-nos sobre isso e, por fim, obteve-se seus consentimentos. Ainda, acredito que desta mesma maneira tomou consentimento, também, dos outros instrumentos.
Outra coisa que aprendi foi que, apesar das dúvidas que temos em relação à origem deste mundo e da humanidade, é muito importante conversar e compartilhar de nossos pensamentos e, com os espíritos unidos, mirar o mesmo objetivo, visando a vida plena de alegria e felicidade. Nós frequentemente tendemos a nos preocupar apenas com nós mesmos e com o ambiente ao nosso redor. Porém, se compartilharmos as nossas ideias, os nossos objetivos e perspectivas, todos nós conseguiremos cumprir nossas funções com ânimo, alegria e otimismo.
Assim, após receber a oportunidade de poder cumprir esta função como assistente, o que mais pude sentir foi gratidão à minha esposa. Quanto mais pensava em me tornar um bom assistente do diretor, sentia que cada vez mais me ajustava com as ações diárias de minha esposa.
Atualmente, por ser o condutor da Igreja mor, sempre sou designado para o cargo de “diretor”, quaisquer que sejam as atividades, ou seja, o representante de todos. Isto é um tanto difícil para mim, porém, sinto que vale a pena, pois todos prestam bastante atenção ao representante.
No entanto, pude sentir mais uma vez que apenas consigo cumprir essas funções pelo fato de ter minha esposa por perto, que sempre trabalha fora dos holofotes e, sempre quando necessário, representa-me tomando os meus pensamentos como seus com muita fé e sinceridade.
Para mim, minha esposa é um ser indispensável e insubstituível. Não apenas esposa, é também a minha colega que compartilha a mesma determinação e também a minha melhor amiga que sempre está ao meu lado. Ainda, além de sempre me dar suporte, é também um “segundo eu”, sempre tomando meu lugar e me representando quando preciso.
Para dizer mais, o motivo de eu conseguir desempenhar minhas funções como “diretor” se deve à dedicação sincera de meus pais e das pessoas à minha volta. E mais uma vez pude sentir isso graças a esta oportunidade que tive de participar do curso.
Daqui para frente, pretendo me esforçar ainda mais para que todos os senhores que me dão suporte possam sempre se dedicar com muito ânimo e alegria.

Ainda, como instrumento de Oyassama, pretendo tomar o pensamento do Parens com muita fé, para poder transmitir o ensinamento o melhor possível e espero trilhar juntamente com minha esposa a vida de dedicação com sinceridade.
Rev. Yoshimassa Shimizu, Condutor da Igreja Mor Heishin.